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Quem disse que não posso?
Jesus.
  Jesus.
  Fábio Edson Ferreira de Sousa. (85)3235.0848/96144625
__________________________________________________________________




ESTUDO SOBRE USO E COSTUMES.

“QUEM DISSE QUE NÃO POSSO?”




ÍNDICE.




I - INTRODUÇÃO – Pág.01
II - ADORNOS – Págs. 01 - 05
III – O RANÇO LEGALISTA – Págs. 05
IV – QUANDO NASCE O LEGALISMO – Pág. 06 - 12
V – ALGUMAS PERGUNTAS QUE MEREÇEM RESPOSTAS – Pág. 12
VI – O ESPORTE – Pág. 13
VII – DANÇAR É DE DEUS OU DO DIABO? Págs. 14-15
VIII - CONCLUSÃO – Pág. 15








ESTUDO SOBRE USO E COSTUMES


I - INTRODUÇÃO:
• É extremamente triste ainda observarmos nos dias de hoje, muitas igrejas evangélicas, que vivenciam uma ignorância teológica tão grande e que cometem meninices e esquisitices dentro de suas organizações, CONFUNDINDO doutrinariamente muita gente sincera.
• Um grupo de “doutores da lei”, que transformam a casa de Deus em depósitos de fardos pesadíssimos, de conteúdo humano, sem nenhum contexto bíblico.
• A imposição legalista vem a ser uma agressão as Escrituras Sagradas e a graça de Deus, por desconhecimento das Escrituras e com isso, acabam entrando no pecado da heresia.
Digo isso, porque biblicamente não há respostas para essas “invenções doutrinárias”, o que há , é uma falta de exegese textual.
Neste estudo procuraremos resumidamente, responder a esses polêmicos assuntos que envolvem a vestimenta, os cosméticos, os adornos, etc.

I I – ADORNOS.
1. É pecado usar brincos ou outros ornamentos? Deus proíbe em Isaías capítulo 3?
Absolutamente e seguramente, que, NÃO!
Vamos analisar o texto que os legalistas colocam como pretexto:
• O pecado aqui não é o ornamento, e sim a prepotência.
• A arrogância pode vir através de qualquer exagero, não podemos especificar um meio apenas, mas muita coisa leva a pessoa a desviar-se.
• Muita gente que não se enfeita com brincos, mas, se enfeita de arrogância, orgulho.
• Muita gente não usa ornamentos, mas está totalmente ornamentada de uma língua ferina, da falta de amor e misericórdia; são uns juízes impiedosos nos seus julgamentos e discriminam tudo e todos.
• O que Deus diz que vai tirar aqui neste texto, não são os ornamentos em si, mas a prepotência humana, que vai tirar também de muito crente legalista, com auto-senso de justiça e santidade, e que se colocam no lugar de Deus.
• Diferentes de Jesus, que é piedoso, eles crêem num Deus carrasco, duro e impiedoso. Portanto é o que diz a bíblia mesmo: “Pelos seus frutos conhecemos a procedência da árvore.”
• Um grupo que convive com constantes escândalos, brigas terríveis internas, crê que há algo de errado nisso, já que são tão “santos e cheios do Espírito Santo”, não é mesmo?
• Um grupo que fala tanto em fogo, mas o “fogo” que presenciamos é o fogo da falta de amor, da unidade, da discórdia, da opressão, da imposição, da fofoca, parece mais um regime totalitarista que um cristianismo autêntico.
• Um grupo que se assemelha com o regime fechado imposta pela igreja romana na idade Média, impiedosa e cheia de tradições humanas que levou muita gente a fogueira, a tortura, mais do que o próprio Hitler da Alemanha Nazista, na 2ª guerra mundial, em que o mundo inteiro condenou, mas a atrocidade, a barbaridade, da igreja romana poucos comentam.

Vejam que em Is. 3. se for agir na letra e conforme a má interpretação, os legalistas irão se contradizer poderosamente:
• No v. 17 a membresia terão de rapar a cabeça e andarem nus, despidos. Já que neste capítulo eles querem ir à letra, como tirar os brincos, então terão que tirar as roupas e rapar a cabeça da sua membresia.
• No v. 18-21 terão que tirar todos os enfeites como por exemplo: brochuras, anéis, relógio, cintos, gravatas, presilha, as irmãs destas igrejas terão que deixar qualquer , etc...
• No v.22 roupa de seda ou brilhosa; terno, vestido de noiva...
• No v.23 não poderão usar espelhos, véus...
• No v.24 terão que cheirar mal, não usar perfumes, desodorantes...
• No v.25 As irmãs dessas denominações legalistas terão que ficar viúvas.
• No v.26 A igreja terá que ficar desolada.
• No v.25 os esposos das irmãs terão que cair na espada e elas ficarem viúvas.
Já imaginou se fosse levado ao pé da letra como os legalistas querem mais nem eles mesmos fazem? Tira só o que os interessa. Hipocrisia e falsa doutrina, ensinamentos de homens para o próprio tropeço.
Este grupo é idêntico ao grupo romano que gostam de agir na força para prenderem seus membros na igreja, como o conhecido padre Marcelo Rossi, que considerou a parte negra da história da igreja católica (a inquisição) como correta e que foi isso que o levou a admirar mais a igreja Católica, num ex-programa de jovens, com o Luciano Hulk, na época na Rede Bandeirante.
• Quando Paulo cita um caso parecido em 1Timóteo 2.9 ele não está proibindo o uso em si do adorno, mas o exagero que demonstra uma alma abalada.
• Paulo não era legalista, pelo contrário, veja em: Rm.4.14; Gl.2.4; Cl.2.21,22 Paulo deixa bem claro que o legalismo enfeia a graça que Deus quer que a igreja tenha. Nós não somos filhos da escrava, da lei, de Agar; Nós somos filhos da promessa, de Sara, da livre, de Ismael da GRAÇA. Paulo diz isso no livro que escreveu aos gálatas. Jesus veio para mostrar que com a graça o homem é liberto verdadeiramente e só assim pode adorá-lo em espírito e em verdade. Em Cristo Jesus verdadeiramente somos livres. Jesus veio na contra mão da lei que quer abafar a graça. Jesus é o símbolo da graça de Deus em nós e os religiosos é o símbolo da ressaca da lei que oprime o homem e o enfeia, torna-o um ignorante.
• Paulo deseja ensinar a igreja que o adorno maior deve ser por dentro e não somente fora, mas nunca Paulo proíbe o uso de ornamentos, pois, todo Israelita usa sem ser pecado pois, Deus mesmo aprovou no A. T. sem problemas nenhum.

2 - Já que Deus não está condenando em si os ornamentos e sim a prepotência do povo, aonde Deus aprova o uso de brincos e ornamentos?
• Deus coloca o adorno no seu próprio povo e caprichosamente e detalhadamente. Ezequiel 16.8-14; Is.61.3. Se Deus faz, por que eu não posso fazer? Nunca foi pecado é falta de uma compreensão lógica da bíblia.
• Daniel é muitas vezes citado nas igrejas evangélicas como homem sem vaidades por se ter recusado a contaminar-se com os manjares que o rei comia. Entretanto, Daniel não se recusou a vestir-se de matérias caros, ornar-se com beleza e andar de acordo com a moda da Babilônia, onde passava seus dia de exilo. Dn. 5.16,29
• Sumo sacerdote JOSUÉ. Vestiu-se com roupas caras e isso representou uma revirada de sorte. Como Israel não conseguia recuperarem-se nunca de seus constantes fracassos, Deus prometeu ao Zacarias que reverteria a sorte de sua nação, assim como estava fazendo com Josué. Tal reviravolta seria tão radical, que seria como uma pessoa que se vestisse de andrajos passasse a trajar-se com roupas de alto valor. Zc.3.4
• Ao contar a parábola do Filho Pródigo, Jesus não receia afirmar que o pai ornou o seu filho com um anel. Embora aquele anel representasse uma forma de restituir a autoridade do filho, não se pode esquecer de que o anel também era uma peça de puro ouro e de adorno precioso. Lc.15.22
• O sábio é comparado com um adorno. Pv.25.12
• Os servos de Deus, e não estes tipos de presbíteros e pastores colocavam brincos e adornos nos seus entes-querido. Gn.24.47
• Jeremias 2.32 “Acaso se esquece a virgem dos seus adornos, ou a noiva do seu cinto? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta.”.
• Jacó deu adornos também. Gn.38.18
• Em Cantares é aprovado também. Ct.1:10-11
• José do Egito, servo de Deus usava adorno e até dos ímpios. Gn.41.42 Hoje ele seria disciplinado pelos presbitérios de muitas igrejas, é muito engraçado isso, não acham? É ridículo também.
• Ester foi ordenada para ser escolhida pelo rei.
• Os judeus usavam adornos, biblicamente, sem ser pecado. Ez.24.17; Até os homens também usavam, Jz.8.24,25;Ex.32.2
• O PRÓPRIO DEUS ORNAMENTOU SEUS SACERDOTES, SEUS PASTORES E QUEM SABE ESSES LÍDERES DE HOJE, NÃO ACEITARIAM ISSO DE DEUS POR SER “VAIDADE”? Êxodo 39.27-28;Êxodo 28.4,5,39; Ez.44.18
• Abraão, o amigo de Deus, deu ornamentos. Gn. 24.22
• Outros textos que admitem o adorno aos crentes: Dn.5.16,29; Jr.2.32; Is.52.1; Gn.13.2; Zc.3.4; Lc.15.22; Mt.13.45-46; Tg,2,2
• Sabe qual é o costume judaico do anel do casamento? Eles acreditavam que colocando no quarto dedo da mão esquerda, pois acreditavam que havia ali uma veia ligada diretamente ao coração, e que eles criam ser a inspiradora do amor que sentiam pela esposa.
• O anel é também um ornamento e aí?
• O homem que usasse anel na mão direita daria a impressão de ser efeminado.
• Tantos os homens como as mulheres usavam os braceletes. Os mais ricos preferiam pulseiras de ouro. Uma espécie de argola que enfiava pela mão. O rei Saul usava bracelete. 2 Sm 1.1
• Colar. As mulheres judias tinham o costume de guardar dez moedas para confeccionar um colar para o seu casamento. Lc. 15.8
• Os judeus, do primeiro século, eram cuidadosos com a aparência e lançavam mão de todos os recursos possíveis para ter uma boa apresentação. Utilizavam espelhos de metal e de vidro, que existiam em grande abundancia.
• Barba – Jesus usava, pois era um costume normal dos homens de Israel. A barba raspada era indicação que o povo fora derrotado, segundo a cultura judaica. Jr.48.37
• Pela lei, os sacerdotes não poderiam entrar no templo com a barba aparada. Lv.21.5
• Só rapavam a barba quem era influenciado pela cultura greco – romana.
• Textos bíblicos sobre a barba: Lv.13.30,39; 1 Sm17.35;1Cr.13.5;Sl.133.2;Jr.41.5;Ez.5.1
• Bigode - 2 Sm.19.24; Lv.13.45; Ez.24.17,22; Miq.3.7
• Cabelo – As mulheres ricas gostavam de prender os cabelos em redes de ouro e muitas tinham o hábito de pendurá-lo. (A bela mulher de Cantares de Salomão) Muitos tingiam os cabelos. Faziam perucas e cabelos postiços feito de pêlos de animais e até mesmo de cabelo natural.

Os homens usavam cabelos compridos, Paulo só pediu para cortar por causa da cultura do local.
• A calvície era motivo de zombaria: 2 Rs.2.23
• Os jovens homens ou mulheres usavam longos cabelos soltos: 2 Sm.14.26; Cant.5.11
• Os nazireus (aqueles que faziam um voto extraordinário ao Senhor, o nome sig. "separado” ou “dedicado”) continuavam deixando longos os cabelos: Nm.6.5
• Absalão tinha cabelos muito longos: 2 Sm.4.26
• As mulheres de Deus embelezavam seus cabelos: Is.3.24 não podia era exagerar, 1 Tm.2.9;1 Pe.3.3
• Um dos pais da igreja, JOSEFO, diz que os homens também embelezavam seus cabelos. Anti. Iv.9,4
• De vez em quando os homens aparavam seus cabelos com uma navalha. Ez.5.1
• Os cabelos de uma pessoa podem ser cortados sem que ela sofra muito com isso. Os cabelos também simbolizam aquilo que tem pouco valor para uma pessoa. 1 Sm.14.45; 1 Rs.1.52; Mt. 10.30.

III - O RANÇO LEGALISTA.

Por que existe na cabeça destes obreiros o proibir, já que não é de Deus a proibição?
É por causa do simples fato, de pessoas acharem que somente na força é que consegue a obediência, o respeito.
Nada diferente de regimes comunistas, que já estão se acabando no mundo inteiro.
Existem estas igrejas que não conhecem a graça de Deus, como os fariseus, os saduceus e os essênios, não conheciam na época de Jesus e o condenaram achando-o libertino. Parecido com hoje! Tacharam Jesus de “amigo de publicanos e pecadores” ou “beberrão e glutão”.
Não adianta querer forçar ninguém, pois o crente tem o Espírito Santo para convencer de tudo e a palavra que está escrita explica tudo, só é enganado quem quiser.
O povo inculto gosta de sofrer, de receber restrições, de ser proibido, isso o satisfaz, pois principalmente no Brasil, o povo é acostumado desde o descobrimento, a ser escravizado. Ontem era pelos portugueses e hoje pelos americanos.

A bíblia diz que, não é por força e nem por violência, mas pelo Espírito Santo é que todos são conquistados, e conquistados para as verdades bíblicas e não para doutrinas de igrejas legalistas.
Observem o que a bíblia sugere através dos seus verdadeiros líderes:
• Paulo condena este tipo de arbitrariedade na igreja – Cl.2.16-17,20-23.; Gl. 1.6-9; 2.4-21; 3.1-29; 5.5-6.; 5.1-2.
• Jesus também condena estes legalistas – Mt.23.4,13,15,24-27.
• Pedro condena estes pastores – 1 Pe.5.1-3







IV - Quando nasce o legalismo: (2ª Palestra do Rev. Ricardo Gondim no 9º Encontro de Pastores Betesda – A visão e o Compromisso da Betesda, nos dias 20-22 de maio de 2004)


I - Deus não é legalista, por isso compreende o universo complexo do homem, e decide nos amar e acreditar em nós.
Deus condena o legalismo.
Como nós podemos saber que o legalismo pode esta dentro de nós ou nascendo aos poucos?

(O Pr. Ricardo Gondim no seu livro intitulado “É proibido”, nas págs. De 09 – 21 relatam algumas coisas interessantes, que resumidamente vamos ressaltar)

“Jeílson, um pastor de uma igreja muito ativa e crescente. No seu dia a dia ele aconselhava e resolvia problemas dos mais diversos possíveis com muita naturalidade. Ele só não se preparara para a notícia que receberia ainda naquelas primeiras horas do dia. Sua filha mais velha, chamada Miriam, havia cortado o cabelo.
O Pastor Jeílson abandonou seus aconselhamentos e correu enfurecido pelo corredor até chegar ao quarto que ficava nos fundos da estreita casa pastoral. Desde a infância de sua filha, ele jamais permitira que uma tesoura tocasse nas mechas castanhas que agora, aos 18 anos de Miriam, já alcançavam a cintura.
Totalmente descontrolado, Jeílson perguntou rispidamente, mas sem esperar resposta: “O que você quer comigo? Está querendo envergonhar-me, acabar com o meu ministério?”
Movido por uma ira descomedida, desafivelou o cinto, dobrou em duas voltas e bateu em Miriam até os vergões se desenhassem em suas costas e pernas. Envolvido pela mesma ira com que surrava, desabafou: “Não vou tolerar uma desviada dentro da minha casa. Enquanto você morar aqui, não vou admitir que corte seu cabelo novamente, você está me ouvindo?” E voltou para o seu trabalho pastoral.
Duas horas depois recebeu a notícia mais devastadora de sua vida: Miriam havia derramado álcool sobre todo o corpo e ateado fogo. Jeílson correu mais uma vez, agora desesperado, e encontrou no mesmo quarto sua filha agonizando com queimaduras profundas. Naquele mesmo dia, á tarde, Miriam morreu no ambulatório de um hospital.
Esta história é verdadeira somente os nomes são fictícios.
Retrata exatamente a severidade com que algumas denominações brasileiras encaram o problema dos usos e costumes.
Sei de muitos jovens que vivem longe de suas igrejas e totalmente indiferentes à mensagem do evangelho porque sofreram exclusões e disciplinas públicas quando foram vistas usando calças compridas, um colar ou até mesmo brincos.
Muitas vezes um jogo de futebol entre crianças ou soltar pipas ocasionam 45 minutos de repreensão do pastor. Em determinadas igrejas, raramente o sermão expõe a Bíblia, pois quase sempre começa com um versículo e acaba tratando do que pode e do que não pode.
Alguns ficariam estarrecidos com o número de pessoas que sai pela porta dos fundos de suas igrejas, rejeitando e odiando o cristianismo, devido a esse rigor legalista sobre usos e costumes.
Vítimas do legalismo religiosos cometem uma espécie de suicídio gradativo. Envolvidos em drogas, crime e prostituição, estão em pleno processo auto-destrutivo.
Esse jugo pesado, quando não aliena, gera também uma outra excrescência: a hipocrisia. Vive outra realidade fora da igreja.
Algumas igrejas chegam a alterar o rigor de suas exigências de acordo com o nível social dos seus membros.
Quanto mais rico o rebanho, menos policiamento; quanto mais pobre, maior disciplina.
A condição social define claramente quão rigoroso são alguns pastores quando cobram “santidade” nos trajes de seus membros ou definem se é ou não permitido assistir à televisão.
Pesquisas foram feitas e foi comprovado o seguinte: a estreiteza quanto a usos e costumes gera inúmera
anomalias comportamentais entre os jovens educados sob esse rigor legalista. Os pais impõem cárcere, agressão física, maus tratos, privação, provocando abandono do lar.
Constatou-se que 33 % dos casos registrados de agressão física contra menores ocorreram em razão do “fanatismo religioso”.
As mulheres são o grande alvo desses machistas e muitas delas nem percebem pois eles usam a capa da religião. Elas sofrem humilhação pública, nos púlpitos eles as acusam de vaidosas.

Existem até regras de disciplinas quando alguém vai a praia ou a piscina e ficar seminu ou tomar banho ou então apenas vê-los, mesmo vestidos:

• Punição: Banhistas
Membros:
1ª. Vez – 6 meses
2ª vez – 12 meses
3ª vez – exclusão

Obreiros:
1ª vez – 1 ano
2ª vez – exclusão

• Punição: Assistentes
Membros:
1ª vez – 3 meses
2ª vez – 6 meses
3ª vez – 1 ano
4ª vez – exclusão

Obreiros:
1ª vez – 6 meses
2ª vez – 1 ano
3ª vez – exclusão”.


• Quais são as suas fontes (legalismo) de onde nascem em nós?

1. O legalismo nasce quando não nos deixa ver as coisas numa visão global
Quanto mais paroquial somos, mas forte é a nossa tendência para sermos legalistas.
Legalista é aquele que vive seu mundo pequeno, restrito às suas próprias convicções e conceitos.
O legalista não entende o que venha ser cultura. Cultura é a somatória dos nossos hábitos: comidas típicas, modo de se vestir, de falar...
O legalista acha que todo mundo tem que ter o mesmo hábito dos seus e que idolatra o seu jeito de ser ou da sua associação e diz: ‘Aqui é que é certo!” ou “Na minha igreja é a única que há santidade.”
O legalista missionário tem problemas sérios com outras culturas e principalmente as culturas indígenas: O índio vestido é aquele que coloca um laço sobre seu pênis; Em algumas tribos a mulher que cobre os seios é prostituta; Na índia as mulheres andam com a barriga do lado de fora (Sari) e brincos no nariz.
Na cultura judaica, muitos homens usam cabelos grandes com trançinhas, barbas enormes e chapéu; As mulheres no oriente usam vestimentas que só deixam os olhos e as mãos expostos.
O legalista é aquele que quer que seu jeito de ser seja o de todos.
Que todos sejam moldados segunda a sua cultura. (Os judeus eram assim.)
Paulo disse que os gentios não precisam ser judeus para serem cristãos.
Existem muitas culturas e nessas culturas seus cristãos com seus próprios hábitos.

2. O legalismo nasce da maneira simplista de vermos o ser humano.
O legalista não entende a complexidade que tem o ser humano, não entra na cabeça dele.
É impossível agente adestrar o ser humano, porque cada um é um ser único.
É aí onde o legalismo falha na questão espiritual, porque a lei iguala todas as pessoas, mas ninguém pode ser cauterizado num mesmo molde. Existem gostos diferentes que precisam ser respeitados, sem necessariamente ser pecado.
As relações dentre as pessoas são universos complicadíssimos.
O que eu digo para você pode ser que não seja aplicada a outro.
Precisamos não acreditar que vamos moldar as ações e comportamentos das pessoas. (Muita gente que quando sai desses lugares, acabam mostrando a sua própria maneira de ser e agir.)
Nós temos no nosso universo formas diferentes.
O Sl. 103 prova isso, que Deus afasta de nós os nossos pecados, Ele conhece as nossas estruturas humanas e lembra que somos pó.
Sl. 103. 13,14: “Como um pai se compadece de seus filhos assim o Senhor se compadece dos que o temem, pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.”
Deus cuida de cada um de nós particularmente.
Existem em cada pessoa, atenuantes e agravantes, fugas do ser e devem só saber lidar com isso para uma convivência sadia e bíblica.
A bíblia não é uma carta de opressão e insensibilidade, a bíblia é a maior compreensão de alguém que conhece o ser do homem e o entende e o sara.
Quem é o legalista? É aquele que não entende o ser existencial e diz que suas inquietações é somente pecado, não respeitando o universo distinto do outro.
Não consegue entender que: Cada caso é um caso a ser estudado.

3. O legalismo nasce de um conceito simplista de bem e de mau
É achar simplesmente que o que alguém fez de errado é algo de ruim só porque achamos isso e sem nenhuma base de responsabilidade num todo.
O mal e o bem têm muitas caras. O que achamos que é ruim para nós é bom para outros. E o achávamos que era bom era ruim e vice-versa.
Observem a história do povo Judeu e sentirá de perto o que estamos falando.
(Abraão e sua família que o diga.)
No novo testamento quando relata que a pessoa tinha uma legião, não era em si demônios somente o que a bíblia quer relatar e sim dizer que existem diversas faces do mal. O mal tem várias figuras, variadas formas de ser.
O legalista coloca seu critério do que seja mal e tem que ser do jeito de ser.
O mal não é uma lista, ele pode se mostrar fora da lista e isso acabam nós não sabendo lidar com o mal.
Todos nós temos variadas formas de maldade. Temos mal que se transforma em muitas caras. São truques que a gente faz para enganar os que estão ao nosso redor e até á nós mesmos.
Portanto a luta é lidarmos com isso, pedir a Deus que nos ajude a detectá-los.

4. O legalista é aquele que tem uma visão estreita à respeito da queda universal.
Há bíblia deixa bem claro que não há um justo sequer.
O legalista cria duas categorias:
I – Nós, os justos, os salvos.
II - Os ímpios, no nosso evangeliquês, os que não são da nossa religião.
Os legalistas não entendem que a doutrina da queda do homem, não quer dizer que os não crentes não conseguem fazer coisas boas.
Exemplos:
• O aparelho de fazer hemodiálise, quem inventou um crente ou um ímpio ao seu parecer? O avião? O automóvel? Os medicamentos que salvam milhões de pessoas? As melhores universidades? As melhores clínicas?
Administração pública?
Músicas: Consideramos música do mundo aqueles que não são do nosso arraial. Como desconsiderar algumas músicas cheias de poesias e cultura de um Chico Buarque de Holanda, Djavan, Elis Regina, Milton Nascimento e outros? Na harpa cristã existe o hino nacional e quem foi que o fez? E o hino á bandeira (Olavo Bilac foi o príncipe dos poetas parnasianos - escola literária, no séc. XIV) os parabéns para você?
• Quem fez o sapato, a carteira, o couro da sua bíblia, o perfume que você usa?
• Os alimentos que você compra, as indústrias pertencem a que grupo religioso?
• O seu computador? As lâmpadas da sua igreja quem inventou e quem a fabrica? Quem te deu o terreno para construir sua igreja e você o comprou de quem? O material de construção? O colégio que seus filhos estudam ou que você estuda ou concluiu? Os seus óculos? O jornal que você lê de quem são os artigos?
• Então o que é ser do mundo? É toda aquela mensagem que vai de encontro ao reino de Deus.
• Existem vários louvores que são de encontro a mensagem do reino:”Tudo que Jesus conquistou na cruz é direito nosso é nossa herança.” Porque tudo que há dentro de mim precisa ser mudado...”, “Eu fui no terreiro do inimigo e tomei tudo que me roubou ...’
• O legalista é complicado porque é extremamente estressante dizer o que pode e o que não pode isso é um fardo pesadíssimo.
A igreja tem que deixar o crente sadio e ele mesmo vão sentir se algo é ruim ou não, pois ele é responsável pelos seus atos e filho de Deus, e com isso não quer ferir os olhos do seu Pai celestial que o ama muito e é o seu melhor amigo.
O legalista não consegue ver a imago. nos.dei(A imagem de Deus) no ser humano de forma alguma.
Existe a imagem de Deus em cada ser humano, é por isso que há muita gente boa fora da nossa religião. Mesmo que o espelho esteja despedaçado mas, ainda dar para ver a imagem de Deus nelas em algumas atitudes.
Ex. Cornélio, não era da igreja primitiva, mas a bíblia diz que ele era: Justo, dava esmolas, e suas orações chegavam até os céus.
Alguém não precisa ser necessariamente cristã para saber fazer coisas boas. Muito tem a dignidade de Deus dentro deles.
A lei é especialista em castrar a capacidade das pessoas.
Não precisamos ser crentes que com 36 anos não saiba amarrar seus próprios sapatos e vestir sua própria roupa.

5. O legalista acha que a santidade é somente externa.
Existem duas formas de pensamento:
A - Concreto (realização material): é o das crianças. Ex. Como as ensinamos a contar;
B - Abstrato (o que se considera existente só no domínio das idéias e sem base material.)
Paulo disse que a forma concreta do A. T. serviu apenas de aio (ensino) para outra categoria, que é pensar conceitualmente no NT.
O que é ser santo no NT? É tirar o concreto e virar o conceito.
Ex. Nicodemos, era da escola do pensamento concreto, do AT. Jesus ministra a ele o conceito das coisas.
Santidade não é uso e costumes, regras, e sim lealdade, inteireza, integridade de alma.
O legalista nunca consegue entender como é Deus, sua mente é cauterizada a dureza de coração. Ele em si se basta!
O autor de Hebreus lamenta isso, isso trava a pessoa e é perigoso, tenta matar a justiça de Deus. Ex. Fariseus e Saduceus x Jesus.
A fé do legalista é rasa, se resume em satisfazer a forma concreta da lei.
Já Deus busca de nós dimensões da integridade.
Muitas atitudes não são nada diante dos legalistas e sensíveis para os olhos de Deus.

6. O legalista é aquele que tem a doença do controle.
Quer ter controle sobre si mesmo e sobre os outros e até com os ensinamentos de Deus.
Ele se torna independente da vontade de Deus em suas decisões.
Por sua própria força acha que consegui dominar a si mesmo e aos outros. É um ditador.
O legalista não deixa o outro livre, já o Deus da bíblia abre a porta.
Deus nos comprou para sermos filhos e o único que pode nos escravizar é Ele, mas com amor, liberdade santa, paz.
O legalista sofre da síndrome luciferiana, ele tem sede do poder. Já Deus é o único que tem todo poder e mesmo assim abriu mão para que até o mal pudesse ser livre para se manifestar.
Quem controla não ama, e quem ama não quer controlar, aconselha, mas deixa livre.
Quem precisa estar lembrando que é ungido de Deus para impor autoridade, não tem autoridade.
O legalismo nasce do medo de liberar as pessoas como se as pessoas fossem presas e não são – As pessoas são livres para crescer em Deus e não de fazer o que não presta.
Na cultura portuguesa beber vinho é um hábito para lideres protestantes e católicos;
Na cultura alemã a cerveja.
A gente precisa ter que aprender a ter maturidade e não proibir em si as coisas e sim as pessoas aprenderem a discernir as coisas. Até que ponto isso que vou fazer vai fazer vai fazer mal a mim e as outras pessoas.
Proibir em si leva ao perigo das pessoas estarem vivendo uma farsa e um dia explodir e manifestar o escândalo.

7. O legalista não entende que: quebrar a letra da lei não quebra o espírito da lei, desde que a letra da lei conspira contra a vida.
Quando a lei impede a doçura da vida aí é problema. A vida é mais importante que os estatutos da lei.
Jesus não tinha medo nenhum de ser incoerente com a lei para salvar a vida:
• A mulher Cananéia em Mt.15.21-28
• Violou o sábado, na ótica dos legalistas no tanque de Betesda em Jo.5.
• A mulher pega em adultério
• A mulher samaritana João 4
O reino de Deus no NT valoriza o espírito da lei muito mais do que a letra da lei.
O exemplo do bom samaritano em Lc. 10.25-38 ( ler.)

8. O legalista não entende que Deus é relacional, é o amor com sua liberdade que tem que nortear.
Não é algo interesseiro e sim porque eu o amo e não quero feri-lo.
Não preciso de rituais e fórmulas para alcançar sua graça. A graça é favor imerecido.
Não é o evangelho mesquinho, interesseiro e supersticioso que Jesus nos deixou, mas um evangelho de vida, de relacionamento, de sofrimentos, de aprendizado.
Jesus não hesitou em jantar com um publicano, um ladrão, algo desprezível a sua cultura judaica, Ele quis relacionamento, quando chamou um pescador grosso, estúpido, um cobrador de impostos, uns interesseiros, e gente de qualidade baixa aos olhos do julgamento judeu como, Simeão o leproso, Maria dos sete demônios, e outros da vida.
Taxado de amigos de publicanos e beberrões. O profeta do “mau testemunho”, do desfazedor da lei religiosa. Na bíblia existem muitos relatos do “mal testemunho de Jesus”, aos olhos dos legalistas, hoje não seria de forma alguma diferente.
Quiseram em atos dos apóstolos cap. 21.10-14, persuadirem Paulo a não ir a Jerusalém, pois corria risco de vida e ele não aceitou, pois estava disposto a morrer por Cristo. O seu relacionamento com Jesus era fruto do amor voluntário.
O legalista geralmente é cego espiritualmente, nunca enxerga as verdades de Deus como elas são.
O legalista prefere seguir a lei à graça, pois não conhece o favor imerecido de Deus por nós.
Sei que muitos que ouvirem o CD ou lerem as apostilas ainda continuarão petrificados por dentro, mas isso faz parte da história e descendência do farisaísmo.

V – Algumas perguntas que merecem respostas:

. A cultura é levada em conta?
Claro que sim. Existem tribos, em que a mulher cobrir os seios é prostituta.
Existem várias culturas que determinam naquela nação a obediência ou não, e Paulo diz que nós devamos ser sábios para conquistar a todos. (Leia o livro “É PROIBIDO” do Pr. Ricardo Gondim nas págs. 25-40)

. A mulher usar calça comprida é certo?
Sim. Se a calça for feminina e não sensual. A calça identifica o sexo como na época de Jesus era tudo vestido que só identificava o feminino e o masculino.
Existe a calça feminina e a masculina, portanto não agride a norma de Deus.

. Quanto ao se vestir?
Se vista decentemente. Não procure usar roupas que desenhe seu corpo, com muita sensualidade, que a torna até vulgar, evite o tropeço do próximo.

É engraçado como tem gente que usa saia bem grande, mas totalmente sensual, desenhando o interior, ou blusas de mangas, mas com decotes grandes, qual a diferença?

Blusa com mangas ou sem mangas pode usar, com decência e ordem.
A vestimenta principal é a da alma, vestida com o fruto do Espírito Santo.

As vestes de homens são diferentes das mulheres. A calça comprida do homem é diferente da mulher. Deus quer é evitar o travestismo.




VI – PRATICAR ESPORTES É PECADO?
Não. O esporte é bom para a saúde. O que não pode é ser viciado em nada.
A mente humana não pode ser continuamente séria. É legítimo, e até mesmo necessário, que as pessoas participem de atividades que sejam mentalmente relaxantes. (A bíblia diz em Zacarias 8.5 crianças brincavam na praça. Em Jó 21.11,12 se mencionam o canto e a dança de meninos. No tempo de Jesus também. Mt.11.16,17. Ver o esporte em 1 Sm.20-22, 35-40; Jz.20.16; Hb.12.1,2.) Segundo um dos maiores estudiosos, R. N. Champlin, Ph.D em teologia, a luta livre talvez fosse um esporte na antiguidade (Ver Gn. 32.24-26; 2 Sm.2.14; Jz.15.8)
• As atividades como beber vinho, pelos banquetes, pelo regozijo, pela dança em comunidade era muito comum entre os israelitas que adoravam a Deus. Jesus sentou nesses banquetes várias vezes e participou. Jr. 21.4; Jz.9.27; 11.34; 21.21; 1 Rs.1.40; Ex. 15.20
• Muitos se reuniam e contavam piadas. Jr. 15.17; Pv.26.19; Corridas de bigas. Fil.3.13; Corridas a pé. Fil.3.13,14; Jogos infantis nas ruas. Mt.11.16,17

Paulo citou alguns textos ilustrando o esporte como disciplina cristã.
Exemplos: Em 1 Co. 9.24-27, fala sobre a necessidade que todo atleta tem de treinar e de seguir as regras à risca. Ele ilustrou como a vida espiritual precisa ser conduzida com disciplina e treinamento, porquanto, somente dessa maneira, podem ser produzidos vencedores. Um atleta precisa tornar-se mestre em seu esporte, para poder triunfar. O crente bem –sucedido também deve ser um mestre de sua fé e da prática da mesma.
• O trecho de 2 Tm. 2.4 frisa que nenhum atleta é coroado por haver obtido a vitória, a menos que tenha obedecido às regras do jogo. Paulo exorta a Timóteo para que fosse disciplinado, diligente, capaz de dominar sua fé cristã, a fim de que pudesse viver a vida cristã com poder e sucesso, cumprindo a sua missão. Todas as outras passagens como, por exemplo: 2 Tm.4.8;Gl.2.2;5.7;Fil.2.26;Hb.12.1,2; 1Co.15.32; 1 Co.4.9 são ilustrações com o sentido do esporte na vida cristã.
O que não pode é tornar o esporte como religião, sabe como isto é feito, até inconscientemente?
Quando o clube é religião:
1. Quando os jogadores são os ídolos (os santos) para serem venerados, adorados, contemplados.
2. Quando o hino e os cânticos de guerra do clube são os louvores à equipe.
3. Quando a bandeira e as cores do clube são as imagens de escultura para serem contemplados, adorados, admirados.
4. Quando os dízimos e as ofertas são as contribuições através da associação com o clube e as compras dos produtos da equipe que gera dividendos para a instituição.
5. Não é difícil ouvir de torcedores fanáticos, palavras de adoração ao clube e até entrega da sua vida por eles. E tantas outras atitudes de adoradores, como não perder nenhum jogo, e os cultos de suas igrejas serem negligenciados.

VII - Dançar é de Deus ou do diabo?

DEFINIÇÃO.
DANÇA. Execução rítmica de movimentos do corpo em geral acompanhada por música, variando desde um ritmo lento até um frenesi violento.
A dança é uma expressão exterior das emoções e atitudes da pessoa, muitas vezes as de alegria e êxtase, e raras vezes de ódio e de vingança (conforme exibido nas danças de guerra).
As emoções e os sentimentos expressos na dança são realçados por trajes apropriadamente coloridos ou por acessórios simbólicos.
A arte de dançar é de origem muito antiga, é desde os tempos mais primitivos tem sido usada por quase todas as raças como meio de expressão emocional, especialmente na adoração.
Na bíblia ocorrem diversas expressões traduzidas no hebraico para “dançar”, “dança de rodas”, “dançar em rodas” e “saltitar”.
O verbo hebraico é hhul, que basicamente significa “rodopiar; girar”, também é traduzido por “dançar”. Jz. 21.21;Jô.3023;Lm.4.6.
Dois substantivos que significam “dança”; ‘dança de rodas”, derivam deste verbo, a saber, ma.hhól. Jr.31.4; Sl.150.4 e mehho.láh. Ct.6.13;Jz.21.21

DANÇAS DE VITÓRIA E DE FESTA
Dançarinos expressaram seu sincero louvor e agradecimento a Deus que Israel presenciou a demonstração inspiradora de fé do poder de Deus, ao destruir os egípcios.
Assim, enquanto os homens se juntavam a Moisés num cântico de vitória, Miriã liderava as mulheres em danças ao acompanhamento de pandeiros. Ex.15.1,20,21.
Outra dança de vitória motivada por profundos sentimentos religiosos foi a da filha de Jefté, que saiu para se juntar ao pai em louvar a Deus, por este ter entregado os amonitas na mão dele. Jz.11.34
As mulheres de Israel, dançando ao som de alaúdes e de pandeiros, aclamaram a volta de Saul e Davi, após a vitória de Deus sobre os filisteus. 1 Sm.18.6;7;21:11;29.5.
A dança fazia parte de certas festividades anuais relacionadas com a adoração de Deus. Jz.21.19-21,23.
Os salmos também endossam a dança como meio de honrar e louvar a Deus. Sl.149.1,3;150.4.
Foi uma grandiosa ocasião quando a arca do pacto finalmente chegou a Jerusalém, especialmente para o Rei Davi, que deu vazão às suas emoções numa bem vigorosa dança. 2 Sm.6.14-17. Na passagem paralela, Davi é descrito como “saltitando”. 1 Cr.15.29
Em Israel dançava-se na maior parte em grupo, especialmente as mulheres.
Quando homens participavam da dança, faziam isso em grupos separados; pelo visto, os sexos não se misturavam nas danças.
As danças eram feitas tanto em cortejo como em roda. Jz.21.21;2Sm.6.14-16, mas esses tipos de dança não se tornavam parecidas às danças de cortejo ou de roda dos pagãos.
Os motivos e objetivos das próprias danças, a finalidade anunciada das danças, os movimentos dos corpos dançantes e as idéias transmitidas por eles aos espectadores são coisas importantes a considerar e a comparar para se determinar semelhanças nos modelos de dança.
A palavra dançar no NT, no grego é “levantar, como que os pés ;daí, pular com movimento regular”.
Em Lc. 15.25, na parábola do filhos pródigo, Jesus referiu-se a um grupo de dançarinos contratado como diversão para tal festividade, no original grego, kho.rós.
Jesus desde cedo, ou seja, criançinha, como bom judeu e adorador de Deus, observava os costumes judaicos e as danças em adoração ao único Deus verdadeiro. Mt.11.16-19; Lc.7.31-35
Portanto: Dançar não é pecado quando tem o objetivo de adorar a Deus.
Os movimentos devem ser santos, sem a sensualidade exibida pelos ímpios, mas movimentos que expressão a glória de Deus.
As vestimentas devem ser modestas para que não sirva de pedra de tropeço.

VIII - CONCLUSÃO:
Esperamos que este estudo possa ter esclarecido muitas coisas.
Lembrando que muitas pessoas maravilhosas e sinceras entram no legalismo (Andar debaixo da lei e de costumes religiosos farisaicos) por causa dos seus líderes, mas quando decidem ouvir à Jesus muda de opinião.